Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Cerca de 400 professores que estão ou estavam em greve nas últimas duas semanas na rede estadual do Rio de Janeiro terão de responder a inquéritos administrativos que podem até resultar em demissão do serviço público. Após a decisão da Justiça, publicada em 26 de setembro, que considerou a paralisação ilegal, esses profissionais estão tendo os salários descontados, e a Secretaria estadual de Educação aplica o Estatuto do Servidor: com dez dias de falta consecutivos, é caracterizado abandono de emprego. O docente então precisa justificar a ausência para não perder o cargo. A atitude da Secretaria de Educação acirra ainda mais os ânimos entre o órgão e o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe). A entidade afirma que há escolas na Região Metropolitana onde os professores que estão retomando o trabalho são impedidos de entrar em sala de aula pelas direções, exatamente responderem a processo por abandono de emprego. A secretaria afirma, porém, que registrou apenas um caso desse tipo, numa escola na Ilha do Governador, e que o próprio secretário Wilson Risolia orienta para que seja permitido ao docente voltar a lecionar mesmo enquanto corre o inquérito.
Com informações de O Globo. --> Bahia Notícias

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